Fonoaudiologia

Dislexia: Uma Ajuda em Sala de Aula

Publicado por Laura Quaresma em 15/07/2014 às 08h40


estudante.jpgA Dislexia é um distúrbio de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração de maior incidência nas salas de aula. Ela atinge 15% da população mundial e tem origem genética e hereditária.

A  professora   pode ajudar muito a criança disléxica da seguinte forma:

- Realizar provas orais: ler para o aluno os enunciados de problemas, o texto a ser analisado, as questões da prova.
Se possível, a professora deve escrever ou gravar em fita  as respostas  que o aluno responder.

- Dar prazo maior de tempo para a realização de trabalhos e provas.

- Permitir que o aluno se utilize sempre do material concreto para a resolução de problemas em provas (material dourado, calculadora, tabuada, etc.). Saber que, se o aluno necessita destes materiais em sala de aula durante o aprendizado, também os necessitará durante as provas.

- Utilizar papel quadriculado durante os exercícios de matemática, para que as operações fiquem mais organizadas  e melhor visualizadas pelo aluno.

- Evitar leitura de textos pelo aluno, em voz alta, durante a aula.

- Pedir leitura individual (professora-aluno) para observação da fluência, decodificação de grafemas e compreensão do texto.

- Explicar o significado dos termos novos a serem usados na aula, separadamente, para depois usá-los no contexto.

- Trazer  fichas das lições a serem feitas em casa, para evitar que o aluno disléxico tenha que copiá-las da lousa. Não só ele vai ter dificuldade nesta cópia da lousa para o caderno, como levará muito tempo para fazer esta atividade e provavelmente não conseguirá terminá-la antes do encerramento da aula.

- Manter o aluno sentado o mais próximo de sua mesa, para facilitar sua intervenção e orientação.

- Usar cores, papéis diferentes, material atraente.

- Usar músicas, rimas e repetições sempre que puder.

- Incentive e pratique a visualização dos problemas: conte, dramatize, desenhe. O aluno disléxico aprende usando o método multi-sensorial, também no aprendizado da Matemática.

- Usar linguagem clara e direta: descomplique!

- Fazer cartões com a linguagem que está sendo usada em sala.

- Preste atenção no processo utilizado na solução dos problemas e não apenas no resultado final (portadores de dislexia se utilizam meios não convencionais para a solução de problemas).

- Observe e incentive todo acerto.

- Procure trabalhar a partir  do ponto forte do aluno disléxico.

- E lembre-se: o que é bom para o aluno disléxico é bom também para os outros alunos.

Categoria: Fonoaudiologia

Calma, mãe: 11 dicas sobre gagueira na criança

Publicado por Laura Quaresma em 27/05/2014 às 07h19

     leitura.jpgEm geral, a criança começa a usar as primeiras palavras ao final do primeiro ano de idade e vai gradativamente, aumentando o vocabulário.

     Mas o que acontece no processo natural do desenvolvimento da fala, que faz com que algumas crianças parem de falar fluentemente, mostrando sinais de tensão e hesitação durante a comunicação? O motivo pelo qual certas crianças iniciam este processo pode ter inúmeras explicações, mas o problema surge quando os pais percebem que alguma coisa se modificou na fala da criança e tentam corrigi-la. Como estão em fase de desenvolvimento, crianças possuem mais disfluência do que os adultos. Os pais precisam saber que o problema não está nos primeiros sinais de tensão apresentados por algumas crianças, e sim na sua correção, o que pode levar à uma gagueira permanente.

     De nada valerá a mãe dizer “não tenha pressa”, “respire fundo”, “fale devagar”. A ansiedade dos pais só levará a criança a se conscientizar de sua gagueira. Quanto mais a mãe se mostrar preocupada com a fala da criança, mais a criança se preocupará com sua fala. Quanto mais a criança tentar falar normal, pior vai falar. E aí começa a se instalar a gagueira na vida da criança.

     Na luta contra a gagueira, a criança procura fazer coisas para evitá-la, como: piscar olhos, bater o pé, estalar dedos, balançar o corpo, apertar as mãos, fungar, alterar a respiração, etc., pensando em eliminar a gagueira. Só que agora, em vez de eliminar a gagueira, ela associa gestos e comportamentos à fala.

     Quase toda gagueira é construída justamente sobre a tentativa de evitá-la. A criança precisa se sentir livre para gaguejar. Se eliminarmos a pressão sobre a criança, ela deixará de evitar a gagueira, as tensões diminuirão e provavelmente a gagueira irá sendo eliminada naturalmente.

  

Podemos ajudar as crianças a superar suas dificuldades, seguindo alguns cuidados:

 

*encorajando a criança a falar o máximo possível;

*converse sobre coisas que a criança gosta;

*seja paciente enquanto ela fala;

*não a interrompa enquanto ela fala;

*ela precisa saber que dispõe do tempo que precisar e não precisa apressar-se em falar;

*leia livros de estória junto com a criança;

*veja TV com ela;

*não a obrigue a situações que lhe causem tensão (falar em grupo, dormir no escuro);

*esforce-se para aumentar a autoconfiança da criança;

*um abraço, o colo, ou segurar as mãos da criança, mostrando carinho, irá acalmar sua ansiedade;

*na escola, a professora deve evitar chamá-la para ler em voz alta.

 

O importante é que a criança receba todos os estímulos para uma boa comunicação e que seja sempre bem recebida.

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