Dicas e Novidades

Riscos de ser um fumante passivo

Publicado em 23/06/2016 às 16h37

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você sabia que 16% da população brasileira com mais de 18 anos fuma? O dado é do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e revela uma realidade esquecida: o fumante passivo também sofre as consequências do vício e pode inalar até 4.700 substâncias tóxicas que são lançadas no ar.  

Que o hábito de fumar é perigoso e traz péssimas consequências para a saúde, todos já sabem. O que poucos comentam, no entanto, são os riscos para quem tem alguém próximo que não abre mão da nicotina.

Riscos do cigarro para o fumante passivo

A Lei Antifumo nº 12.546/2011 foi criada em 2011 e proibiu o consumo de cigarros em ambientes parcialmente ou totalmente fechados em todo o país. Apesar disso, quem convive com um fumante em casa não tem como fugir. O vício, de acordo com o Inca, mata mais de 2.655 pessoas que não fumam, mas inalam as substâncias perigosas.

O fumante passivo desenvolve irritações nos olhos e nariz após alguns dias de contato direto com a fumaça. Ao longo do tempo, doenças respiratórias mais graves podem ser desencadeadas. A pneumonia e o câncer de pulmão são as enfermidades mais perigosas e que trazem o risco iminente de morte.

A audição dos jovens também pode ser afetada pelas substâncias presentes no cigarro. De acordo com pesquisa da Universidade de Medicina de Nova York, nos Estados Unidos, adolescentes que são fumantes passivos têm o dobro de risco de desenvolver a perda auditiva, quando comparados aos que não inalam o ar tóxico.

A fumaça no ar ainda traz péssimas consequências para o sistema vascular. O fumante passivo pode apresentar mudanças na pressão sanguínea e o risco de desenvolver doenças graves como AVC e infarto.

Viva sem medo

O fumante passivo que já apresenta sintomas de doenças respiratórias deve entrar em contato com pneumologista. A rinite, asma e sinusite podem ser aliviadas rapidamente com algumas mudanças na rotina. Enfermidades mais graves como câncer de pulmão e pneumonia pedem tratamentos mais fortes e duradouros.

Tentar conscientizar o fumante sobre os riscos do cigarro é o primeiro passo a ser tomado. Converse, explique e mostre dados chocantes. Se a resposta for positiva, marque consulta com pneumologista e peça por métodos que auxiliem no combate ao vício de maneira saudável e sem trazer angústia ou ansiedade.

O fumante que não abrir mão do vício deve enfrentar regras para não prejudicar a saúde de seus familiares. Criar um horário específico para o fumo e escolher um ambiente aberto são medidas que podem melhorar a qualidade de vida.

 

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